Programação

Festival Latinidades

Mais que um festivalLatinidades é um grande encontro de saberes e potências negras. Único do gênero, é um projeto multi-liguagens que pauta o fortalecimento de identidades, formação técnica e política, empreendedorismo, inovação, impacto, arte, cultura, responsabilidade social e estímulo à produção artística e intelectual de mulheres negras. Somos também um espaço de encontro, encanto. Acolhimento, cura e celebração da cultura negra.

memória arte cultura inovação formação impacto produção empreendedorismo intelectual transformação utopia potência afrofuturismo cura acolhimento encontros celebração empoderamento

Edição 2021

Apoio: Instituto Ibirapitanga, Oxfam Brasil, Fundação Tide Setubal (por meio do edital Enfrente/Benfeitora), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal/ Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal

Realização: Griô Produções e Instituto Afrolatinas

Data: 22 a 25 de julho

Onde: Youtube Afrolatinas

Homenageadas 2021

Zezé Mota, Rosa Passos, Susana Baca e Epsy Campbel

TEMA

Ascensão Negra

O que é preciso para ascender? E, afinal, o que é ascensão? Mobilidade social e econômica? Conexão ancestral? Espiritualidade? Destravar memórias de sucesso e ocupar novos espaços? Transformar vidas? Tudo isso e mais.

22 de julho, quinta-feira

19h Abertura do festival | Manifesto Ascensão Negra

Manifesto Ascensão Negra

Autoconhecimento.

Sabedoria milenar.

Ancestralidade.

Estamos questionando e disputando outras

Narrativas

Utopias

Conexões

Recursos 

Propósitos 

Criando e recriando nossos próprios ciclos e marcos imaginativos

Nossas próprias perguntas...

Por que não podemos ser prósperos?

Por que não podemos nos mover para além da dor? (bell hooks)

E pegar nosso ouro

Pegar o que é nosso

Descolonizar futuros, imagens, sonhos, caminhos

Que narrativas nos levam adiante?

Que histórias de ascensão podemos contar 

por meio de 

palavras

símbolos
arte

cultura

memória

Homenagens 2021

Minissérie: “Sonhar é poder, por todas as rotas” 

A websérie “Sonhar é poder por todas as rotas” é uma sequência de #SonhoDePretaConta. Quatro anos depois da primeira ação coletiva, após o impacto provocado por fatos históricos como a Marcha das Mulheres Negras de 2015, o Fórum Social Mundial em Salvador 2018, a morte da vereadora Marielle Franco em 2018 e a Pandemia de Covid-19 2020/2021, seis jovens mulheres negras revisitam suas próprias histórias e inspiram o mundo com reflexão sobre manutenção do poder de sonhar a partir da reformulação de rotas de vida no Brasil de 2021.

Roteiro e direção: Viviane Ferreira

Assistente de direção: Gustavo Ferreira e Yuri Costa

Direção de Fotografia: Viviane Ferreira, Larissa Fulana de Tal

Operação de Câmera: Viviane Ferreira, Larissa Fulana de Tal

Som direto: Gustavo Ferreira e Viviane Ferreira

Coordenação de Pós: Bruna Anjos

Assistência de Coordenação de pós: Shirlene Reis

Montagem: Yuri Costa

Realização: Oxfam Brasil, Odun Filmes e Instituto Afrolatinas

https://www.youtube.com/watch?v=X5DT2yIeBK8

 

19h10 Talks: O que é ascensão pra você?, com Lumena Aleluia

Nosso tema de 2021 chega como uma pergunta e não como afirmativa. É possível e desejável que tenhamos mais perspectivas sobre o conceito de ascensão e nenhuma delas precisa estar certa ou errada e nem se sobrepor a outra. Convidamos Lumena Aleluia pra dividir com a gente essa mesma pergunta: o que é ascensão pra você?

https://www.youtube.com/watch?v=09HZOsFRNo4

19h15 O que é ascensão pra você? com Flávia Oliveira

O Festival Latinidades 2021 convidou dezenas de artistas, escritoras, intelectuais e fazedoras a pensar no tema Ascensão Negra. Flávia Oliveira vem, com um conteúdo pílula, refletir questões extremamente importantes para a 14 edição:

1. Oque é ascensão negra?

2. O que impede o povo negro de ascender?

3. Favela venceu?

Flávia Oliveira é jornalista, colunista do jornal O Globo, da rádio CBN e comentarista do canal GloboNews.

https://www.youtube.com/watch?v=09HZOsFRNo4

19h20 Inauguração da Casa Afrolatinas – tour virtual

Nossa casa de fazeres e afetos

A Casa Afrolatinas é uma central criativa. Uma universidade livre! Um espaço de trocas, intercâmbios culturais e experimentação de tecnologias. Uma casa que quer ser uma experiência, espaço de cura, acolhimento, formação e entretenimento. Um laboratório vivo e dinâmico de inovação e impacto social que foca nas artes, na cultura e na educação como pilares para o desenvolvimento humano, social e econômico.

Assim como o Festival Latinidades, a Casa Afrolatinas nasceu para ser um espaço ativador de encontros, encantos, formações e oportunidades. Uma casa de mulheres negras latino-americanas e caribenhas. Uma casa de afetos. Uma mostra de nossas cores, sabores, saberes e fazeres.

Nosso sonho de ter uma casa coletiva ao longo de todo o ano encontrou lugar no Varjão, comunidade periférica, no Distrito Federal, com população de 80% de pessoas negras. Nossa história é coletiva, e a construção desse sonho não poderia ser de outra maneira. Assim nos movemos.

https://www.youtube.com/watch?v=tPTcp65gXRM

19h25min Recital: Afrobooktuber, A Outra História, com Boris

Mary Grueso – Colômbia

Mary Grueso Romero é poetisa, escritora e narradora oral, com uma longa trajetória. Pioneira da literatura infantil afro-colombiana. É considerada hoje como uma das poetisas e escritoras m ais importantes da Colômbia. Nasceu em Guapi, Cauca. Vive em Buenaventura. Professora do Ensino Médio do Normal Nacional de Guapi (1980), Bacharel em Espanhol e Letras (1994) Especialista em Ensino de Literatura pela Universidade de Quindío, Armênia, (1999). Especialista em Recreação e Recreação para o Desenvolvimento Social e Cultural pela Universidade Los Libertadores de Bogotá, 2003. Pós-graduada em Ensino de Letras, pela Universidade Quindío, Armênia, 2000. Desde 1995 participa do Encontro de Mulheres Poetas Colombianas, no Rayo Museu, Roldanillo, Valle del Cauca. Foi reconhecida em 2018 como Almanegra, o equivalente a Almadre, o mais alto reconhecimento que o Encontro de Mulheres Poetas Colombianas pode conceder. Foi reconhecida em 2010 pelo Conselho Presidencial para a Eqüidade da Mulher e pela Câmara de Comércio de Cali, como uma das Cem Mulheres Mais Destacadas do Vale do Cauca. Possui cinco livros de poesia publicados. Foi condecorada com a Distinção de Mérito Cívico “DON PASCUAL DE ANDAGOYA” de Buenaventura.

Xiomara Cacho – Honduras

Mestra em Direitos Humanos, destacada personagem nacional e internacional, escritora antologizada e premiada, máxima expoente da literatura escrita por negros em Honduras. Prêmio Arte Literária de Honduras. Educadora, analista, produtora cultural, suas obras são uma reprodução fiel e exata da realidade, onde ela revela os personagens como testemunhos dos problemas da existência humana, reproduzindo e denunciando os males que afligem a sociedade, com o intuito de transmitir ideias da forma mais verdadeira e forma objetiva possível. Seus escritos são uma consciência de classe viva e refletem circunstâncias sociais, questões étnico-raciais, educacionais, além outras inequidades.

Luz de Carmen Serna – Colômbia

Poetisa, compositora, declamadora, professora, nascida em Quibdó. Premiada por escrever hinos e músicas, também conciliou a arte com os estudos em comércio e administração e é uma das grandes referências nas duas áreas. No Latinidades 2021 vamos conhecer o seu lado artístico em um recital.

https://www.youtube.com/watch?v=qAOPrdAXYvs

20h Pocket Show: Show Zezé Mota

Há quem se lembre de Zezé Mota apenas como atriz, mas essa é apenas mais uma das facetas da artista de 77 anos, tendo mais de 50 deles dedicados à cultura no Brasil. Ícone negro da cultura brasileira, Zezé Mota é considerada a rainha negra do Brasil. Uma atriz de dar orgulho. Mas tem coisa que Zezé faz ainda melhor: cantar.

Sua voz poderosa ecoa na história da música brasileira desde os anos setenta, quando gravou seu primeiro disco solo, em que compositores como Rita Lee e Moraes Moreira entregaram canções inéditas para ela gravar. Além disso, sua voz imortalizou clássicos como Trocando em Miúdos, de Chico Buarque e Francis Hime, e Pecado Original, de Caetano Veloso. Essas músicas nunca mais foram as mesas depois da interpretação de Zezé. Fugira respeitada da música, da televisão e cinema, com 54 anos de carreira, 14 discos, 35 novelas e mais de 55 filmes. Impossível não se orgulhar. Não apenas pelos números, mas também por sua história de luta contra o racismo. Esta é Zezé Motta.

https://www.youtube.com/watch?v=Ws4kd_zl9ak

20h30 Preta Jam

O Latinidades 2021 estreia mais um projeto voltado para artistas negras. Uma “jam session”, ou um encontro improvisado com a participação exclusiva de instrumentistas, intérpretes, compositoras e poetas negras.

https://www.youtube.com/watch?v=tndIeUdWrQM

A session vai acontecer na Casa Afrolatinas, com distanciamento, testagem e todas as medidas de proteção relacionadas à Covid-19 e vai reunir as artistas:

Letícia Fialho - Direção musical, baixo, guitarra e voz
Anne Caroline Vasconcelos - Percussão e voz
Andressa Ferreira - Percussão e voz
Bruna Tassy - Baixo, cavaco, guitarra e voz
Fernanda Jacob - Voz
Liliane Santos - Trombone
Marlene Souza - Guitarra
Maboh - Voz
Pietra Sousa - Voz
Tonhão Nunes - Voz

Direção musical: Letícia Fialho
Produção Executiva e direção artística: Moara Ribeiro e Jaqueline Fernandes Concepção: Jaqueline Fernandes.

Existem diversas versões para a origem do termo “Jam Session”: todas estão ligadas às culturas negras e ao surgimento do jazz. Podemos definir jam session como um encontro musical improvisado. Para muitos, improviso é sinônimo de amadorismo. Ao contrário: é necessário proficiência, capacidade técnica e criatividade. A improvisação sempre esteve presente nas culturas negras populares urbanas e tradicionais, seja em África ou na diáspora, mas, nem sempre, sua técnica e expressividade foram devidamente reconhecidas ou valorizada nos círculos eruditos das artes. É o que nos mostra, ironicamente, a história do blues e do jazz.

Artistas negras da música, historicamente, tem enfrentado racismo e machismo estruturais e transformado suas vivências em conteúdo para suas composições. Nomes como Nina Simone, Billie Holiday, Dona Ivone Lara e Clementina de Jesus enfrentaram as dificuldades de serem pioneiras no jazz e no samba, na música de um tempo dominado por homens, a maioria brancos. Exemplos iguais podemos ver no rock, onde o protagonismo das mulheres foi completamente apagado, mas elas estavam lá na sua origem - e ainda estão.

Durante muito tempo as mulheres da música foram invisibilizadas e, no que se refere à interseccionalidade gênero e raça, é fato que mulheres negras nas artes em geral e, também, na música, sofreram de maneira mais significativa com o apagamento e desvalorização de suas trajetórias; elas foram estereotipadas e dificilmente consideradas na diversidade de gêneros e linguagens que produziram. Preta Jam nos traz entretenimento e reflexão sobre equidade de gênero e raça na indústria musical brasileira.

21h10 Campanha "E eu não sou uma mulher?"

Uma campanha de lingerie para mulheres negras porque sim! É sobre o empreendedorismo e afirmação dos corpos pretos frente ao mercado brasileiro. A iniciativa é do Coletivo Preta Sou, de Minas Gerais. Como não poderia deixar de ser, tudo nessa campanha é afrocentramento. Concepção e desenvolvimento do projeto; pesquisa e definição de pantones; composição de design específico para os corpos das pretas; parceria com confecção local e, enfim, a garantia de fornecedora para garantir a diversidade dos nossos tons de pele no mercado.

21h20 O que é ascensão para você? Com Dom Filó (Cultne TV)

Em 1949 nasceu Asfilófio de Oliveira Filho, filho do Seu Sereno e da Dona Eulina. Em um dado momento da vida se tornou Dom Filó. No Google, 418 mil são os resultados para pesquisa do seu famoso apelido. Dentre eles, uma dissertação de mestrado que definiu Dom Filó como produtor cultural, mentor do movimento Black Rio, criador da Soul Grand Prix, produtor dos primeiro bailes com o caráter de “consciência negra” no Clube Renascença e um dos atores sociais politizados do movimento negro.

No auge do AI-5, Dom Filó desafiava a ditadura, produzindo bailes para milhares de negros curtirem a Soul Music. Ele foi apontado como potencial líder de uma revolta negra, financiado pelos EUA, e, por essa razão, foi perseguido. Inteligente, politizado, carismático, ele fez da música a resistência da juventude negra em uma época que sequer existia internet. Em 1976, foi capturado. Encapuzado, foi lançado num carro e levado a uma sala do DOI-Codi. A ameaça que seus bailes produzia era, simplesmente, a consciência racial, a produção de uma identidade negra e o fortalecimento para luta contra o racismo.

Desse fato, 50 anos se passaram e ele continua sendo o Dom Filó. Continua sendo resistência. Tornou-se comendador da Black Music, criou o Cultne TV, um canal no YouTube com 1.000 horas para celebrar a cultura negra; dá palestras, faz documentários e filmes. Ele promove cultura onde passa. E, quando ele parece cansar, aparece força pra lutar. Há mais de 70 anos ele ensina gerações a resistir. E é isso que o alimenta e o faz chegar, após 7 décadas, com a cabeça e o vigor do Dom Filó dos anos 1970 pra continuar a construir a sua história que se confunde com a história do povo preto brasileiro. Dom Filó é uma instituição. Um mestre!

https://www.youtube.com/watch?v=nCXQxXweCrE

23 de julho, sexta-feira

14h Recital: Afrobooktuber, A Outra História, com Boris

Emilia Caicedo – Colômbia

Emília Caicedo Osorio é graduada em Psicopedagogia e Administração Educacional, com especialização em Organização e Desenvolvimento Comunitário. Poetisa, escritora, pesquisadora e gestora cultural. Atualmente é integrante da Academia de História do Chocó, atua como educadora há 45 anos. Foi chefe de Cultura e Turismo do Chocó (1999-2001), premiada pelo Ministério da Cultura como uma das três melhores gestoras culturais do país. Também foi reitora da Escola Normal Superior Manuel Cañizales de Quibdó.

Ereilis Navarro Cáceres – Colômbia

Escritora, conferencista, contadora de histórias, poeta, professora da língua espanhola e de literatura, premiada por suas obras literárias. Muitos de seus escritos são sobre o penteado afro como resistência, comunicação e estratégia pedagógica. Nasceu no Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro). Seu nascimento aconteceu em um dos Palenques Urbanos da Cidade de Barranquilla (bairro de La Manga). Trabalhou desde muito jovem ajudando a mãe na comercialização de algumas das mais antigas gastronomias de San Basilio de Palenque (pães, cocadas e alegrías) e faz questão de incluir isso em sua biografia.

Valentina Palacios Perez – Colômbia

Valentina Palacios Pérez tem 16 anos. Gosta de música. De ouvir música, fazer música e sentir música. É escritora desde os 11 anos e atua, principalmente, em ensaios e poemas. Ama arte em todas as suas expressões, adora fotografia, pintura, escultura e é uma fiel amante da filosofia. Se define como “uma jovem sedenta de sucesso e desejosa de alcançar todos os seus objetivos”.

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14h30 Minissérie: “Sonhar é poder, por todas as rotas”

A websérie “Sonhar é poder por todas as rotas” é uma sequência de #SonhoDePretaConta. Quatro anos depois da primeira ação coletiva, após o impacto provocado por fatos históricos como a Marcha das Mulheres Negras de 2015, o Fórum Social Mundial em Salvador 2018, a morte da vereadora Marielle Franco em 2018 e a Pandemia de Covid-19 2020/2021, seis jovens mulheres negras revisitam suas próprias histórias e inspiram o mundo com reflexão sobre manutenção do poder de sonhar a partir da reformulação de rotas de vida no Brasil de 2021.

Roteiro e direção: Viviane Ferreira
Assistente de direção: Gustavo Ferreira e Yuri Costa
Direção de Fotografia: Viviane Ferreira, Larissa Fulana de Tal
Operação de Câmera: Viviane Ferreira, Larissa Fulana de Tal
Som direto: Gustavo Ferreira e Viviane Ferreira
Coordenação de Pós: Bruna Anjos
Assistência de Coordenação de pós: Shirlene Reis
Montagem: Yuri Costa
Realização: Oxfam Brasil, Odun Filmes e Instituto Afrolatinas

14h35 Latinidades Talks: Educação Financeira por meio do RAP, com Gabriela

Desde 2018 no mercado - e mais de 4.500 pessoas formadas pela plataforma - a NoFront surgiu com a missão de promover o empoderamento econômico da população negra e periférica através da educação e planejamento financeiro.
Através de cursos, consultorias, palestras e workshops especializados, além de podcast e um canal no YouTube, o grupo aponta um caminho de superação das dificuldades que grande parte dos brasileiros enfrentam para equilibrar o seu orçamento e amortizar os efeitos da desigualdade histórica vivida no país.
Entre a série de assuntos abordados pela iniciativa, questões relacionadas aos padrões de consumo, técnicas de negociação e quitação de dívidas, novas abordagens de relação com o dinheiro, mecanismos de investimento e perspectivas para o futuro.
Todos esses pontos e muitos outros são analisados por meio da música, mais especificamente do rap, privilegiando –nessa primeira temporada do projeto - a discografia dos Racionais MC’s.
SIM! O método de ensino, completamente inédito, foi desenvolvido para aproximar e facilitar a linguagem dos profissionais envolvidos e o público que destinam atingir.

https://youtu.be/fccC0_NiAmY

15h Latinidades Talks: Jornada das Pretas – a política que queremos, com Erika Hilton

Erika Hilton é vereadora eleita da cidade de São Paulo. Negra e transvestigênere, foi a mulher mais bem votada em 2020 em todo o país, a mais votada do PSOL e é a primeira trans eleita para a Câmara Municipal paulistana, com mais de 50 mil votos.

É ativista dos Direitos Humanos, na luta por equidade para a população negra, no combate à discriminação contra a comunidade LGBTQIA+ e pela valorização das iniciativas culturais jovens e periféricas.

No Latinidades 2021 Erika Hilton vai refletir o que é ascensão negra e como a ocupação de espaços de poder por corpos de pessoas negras e trans pode levar o Brasil à mudança que queremos.

https://youtu.be/8mRSkDI6fCA

15h30 Talks: ascensão negra e publicidade, com Samantha Almeida

Samantha Almeida é diretora do Twitter Next no Brasil, área que atua nas soluções locais e globais em parceria com anunciantes para o desenvolvimento de estratégias e campanhas criativas. Até junho de 2020, ocupou o posto de Head of Content & Digital Strategy na Ogilvy Brasil, do grupo WPP, liderando o Content Studios, núcleo responsável pelo gerenciamento estratégico de plataformas sociais para marcas. Anteriormente, no grupo Music 2/Mynd, liderou um time multifuncional criativo de 60 profissionais como diretora de planejamento, cultura e inovação digital. Samantha é Bacharel em Desenho de Moda e pós-graduada em Administração & Varejo, foi líder de comunicação por 15 anos, com passagens por Avon Brasil, The Estée Lauder Companies, Trifil & Scala e Levi Strauss Co. com reconhecimentos por suas campanhas de forte eco social pautadas em diversidade de raça, classe e igualdade de gênero.
Em 2020, foi uma das homenageadas do Women to Watch do Meio&Mensagem e eleita pelo MIPAD, organização parceira da ONU e African Union, como uma das 100 Mais Influentes afrodescendentes abaixo de 40 anos do mundo por suas colaborações no mercado de comunicação brasileiro. Além disso, Samantha co-administra uma galeria de arte de rua digital e possui uma produtora criativa que incentiva projetos audiovisuais pretos, LGBTQIA+ e periféricos. Foi jurada do Festival Cannes Lions 2021.

https://youtu.be/tXKD9NmjGFU

16h Latinidades Talks: Orçamento público como instrumento de mudança de vida das mulheres negras com Roseli Faria e Clara Marino

O painel vai apresentar o quadro econômico e social atual e enfatizar a centralidade do debate fiscal e orçamentário para o enfrentamento do quadro de fome e miséria que impacta a parcela mais vulnerável da sociedade, principalmente as mulheres negras. Como principal instrumento para a concretização dos objetivos e dos direitos constitucionais, o orçamento público sempre foi objeto de disputa política. A discussão, porém, passou a ser central nos últimos anos, quando parcela da sociedade identificou os gastos sociais como os responsáveis pela crise econômica do período. No entanto, mesmo após a aprovação de uma série de reformas liberalizantes, que visaram a redução do tamanho do Estado, o país não retomou a trajetória de desenvolvimento sustentável e inclusivo do período anterior, apresentando deterioração de diversos indicadores sociais. Com a pandemia, o quadro tornou-se dramático, o que exige repensar o orçamento público à luz do desenvolvimento nacional e da garantia de direitos.
Roseli Faria economista (FEA/USP) e vice-presidente a ASSECOR - Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento. Atualmente, em exercício no Ministério da Cidadania, coordena temas de Infraestrutura, foi coordenadora-geral de Planejamento no antigo Ministério do Planejamento. Atuou no setor privado na área de planejamento financeiro.
Clara Marinho é Conselheira da ASSECOR, atualmente em exercício no Ministério da Economia na área de acompanhamento e avaliação de políticas públicas. Foi Analista de Políticas Sociais na Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), onde atuou no fortalecimento de órgãos, conselhos e ouvidorias de promoção da igualdade racial. É mestra em desenvolvimento econômico (IE/Unicamp), graduada em Administração (EAUFBA) e United Nations Human Righst Fellow for People of African Descent.

16h30 Juventude, Direitos Humanos e Política Fiscal

Como o orçamento público chega nas juventudes e nas periferias? Jovens mulheres negras que participam das formações do Instituto de Estudos Socioculturais, Inesc, nos contam como eles vêm a luta por justiça fiscal em suas vidas e a importância de incidir para existir.

16h40 Masterclass: Matriarcado Africana: resistência, permanência e continuidade, com Aza Njeri

Um encontro reflexivo sobre o Matriarcado Africana enquanto um valor cultural e pilar de resistência, permanência e continuidade da diáspora amefricana brasileira. Para tal percurso, a Dra. Aza Njeri vai utilizar a abordagem do Mulherismo Africana.

Viviane Mendes de Moraes (Aza Njeri) é doutora em Literaturas Africanas - UFRJ, pós doutora em Filosofia Africana/UFRJ, coordena o Núcleo de Filosofia Política Africana do Laboratório Geru Maa/UFRJ e o Núcleo de Estudos Geracionais sobre Raça, Arte, Religião e História do Laboratório das Experiências Religiosas/UFRJ. É professora nos cursos de graduação e pós-graduação de Engenharia e Psicologia na Universidade Geraldo Di Biasi - Nova Iguaçu e professora de Filosofia Africana na Pós Graduação em História da África no Instituto de Pesquisa e Memória Preto Novos/RJ.

https://youtu.be/ZHn7XcM4olc

17h30 Latinidades Talks: Jornada do Autoamor, com Renata Menezes

Renata Menezes gosta de se definir como comunicadora afetiva. Baiana de Jaguaquara, e soteropolitana de coração, desenvolve e realiza projetos criativos de comunicação com foco no desenvolvimento pessoal e profissional de mulheres pelo país inteiro.

Renata também é produtora cultural e coordena a FéMenina - Rede de Afetos, um projeto que reúne mulheres para vivências de cura, troca de experiências e apoio mútuo, além de abranger os projetos Fala&Afeto e Jornada do AutoAmor.

Essa é uma oportunidade para desenvolver uma rotina de autoamor possível e autônoma. É sobre estratégias necessárias para criar uma rotina onde haja espaço para as suas práticas de autoamor, que sempre acabam ficando pra depois. Sobre criar rotinas nutridoras, desenvolver a habilidade de proteger o território íntimo e poderoso da escuta interna e criar conexão com a parte de nós que sabe escolher o melhor para nós mesmas.

https://youtu.be/apYW7BscOKQ

https://youtu.be/BWD0gu6qv_s

18h Espaço Literário

De sexta a domingo o Festival Latinidades, em parceria com o projeto Escola Antirracista das Letras, apresenta o Espaço Literário. A Escola Antirracista das Letras é uma reunião de onze editoras negras, algumas das maiores do Brasil, com o objetivo de construir e fortalecer comunidades afirmativas. Uma diversidade enorme de atividades ofertadas, envolvendo obras de mulheres negras escritoras africanas e da diáspora, vai apresentar para o público o maior espaço literário de todos os Latinidades anteriores. As editoras participantes desta edição são: QuilombHojeMalê, Grupo Autêntia, Nandyala, Mazza, Pallas, Boi Tempo, Aziza, Oralituras, Editora Perspectiva e Trindade.


Nova geração de romancistas negras
Convidadas:
Clarice Fortunato (SC)
Fabiane Albuquerque (SP)
Sandra Menezes (RJ)
Mediação: Miriam Alves (SP)

18h40 Bora escrever para crianças

Convidadas:
Madu Costa (MG)
Benilda Brito (MG)

Maria do Carmo Ferreira da Costa, conhecida artisticamente como MADU COSTA é pedagoga formada pela UFMG (1995) e pós-graduada em Arte- Educação pela PUC Minas (2000). Contadora de Histórias, Assessora Pedagógica, Cordelista e escritora com circulação internacional, é autora de 10 livros de literatura infantojuvenil e 07 obras de literatura de cordel. É membra do Coletivo Iabás de Narração de Histórias das Orixás Femininas.

Benilda Brito é ativista negra lésbica e feminista, pedagoga e Mestre em Gestão Social/Administração pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Tem acumulado vasta experiência nas áreas de Educação, Direitos Humanos, Organização da Sociedade Civil, Administração Pública, Liderança e Terceiro Setor. Com pós-graduação em Psicopedagogia e Recursos Públicos, também foi professora de Direitos Humanos na PUC Minas, no curso de Direito. É ativista dos Movimentos feminista e Negro desde a década de 1980. Participa do N´zinga - Coletivo de Mulheres Negras de Belo Horizonte deste a sua fundação. É Integrante titular na Plataforma DHESCA (Direitos Humanos, Econômicos, Sociais e Ambientais), Membro titular do Grupo Assessor da Sociedade Civil da ONU Mulheres e atuou como Coordenadora do Programa de Direitos Humanos do ODARA – Instituto da Mulher Negra em Salvador (BA). Integra a Executiva do FOPIR – Fórum Permanente de Igualdade Racial e é ativista da Malala Fund Education Champions Network para a garantia das meninas na escola. Tem atuado como palestrante e consultora em ambientes corporativos, promovendo diálogos acerca das questões étnico-raciais e diversidade interna nas empresas, sendo um elo fundamental entre sociedade civil, academia e multinacionais.

19h Dicas de leitura: Literatura Infantil

Com obras de Geni Guimarães (SP), bell hooks (EUA), Sonia Rosa (RJ) e Patrícia Matos (CE)

19h10 Testemunho poético e Leitura dramática: vozes e corpos das pretas, com Lia Vieira (RJ)

Lia Vieira é Doutora em educação. Economista, escritora e especialista em relações étnico-raciais e de gênero, atua na difusão de saberes de matriz africana em práticas afirmativas e antirracistas. Seus livros são referências nacionais e internacionais. Foi homenageada com uma Sala de Leitura com seu nome em Niterói-RJ. Sua biografia fez parte da Exposição “Mulheres Negras Brasileiras: Presença e Poder” em 2017 na SUNY – The State University of New York em New Paltz. Em 2020, foi tema do enredo da Escola de Samba Garras de Ouro: “Mulheres Negras do Cais – Resistência, Pensamento e Poesia. É autora do livro de contos Só as Mulheres Sangram (Nandyala, 2011) e do infantojuvenil Chica da Silva — a Mulher que Inventou o Mar (OR, 2001; Nandyala, 2021), além de ter participado de diversas antologias nacionais e internacionais, dentre elas os Cadernos Negros.

19h40 Dicas de leitura: narrativas das pretas

Com obras de Vera Duarte (Cabo Verde), Teresa Cárdenas (Cuba) e Paulina Chiziane (Moçambique)

20h Pensando com as pretas: feminismo negro

Convidada: Jaqueline Gomes de Jesus (RJ) sobre o pensamento de Sojourner Truth (EUA): “Eu não sou uma mulher?”

Jaqueline Gomes de Jesus é professora de Psicologia do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ). Doutora em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações pela Universidade de Brasília (UnB), realizou pesquisa de Pós-Doutorado junto à Escola Superior de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas (CPDOC/FGV). Em 2000, foi cofundadora da Associação Acadêmica de Gays, Lésbicas e Simpatizantes do Brasil, atuando como secretária geral. Foi nomeada para o conselho editorial do Grupo Gay Negro de Bahia e fundou a ONG Acciones Ciudades en Orientación Sexual. Trabalhou na Universidade de Brasília entre 2003-2008 como Assessora de Diversidade e também coordenou um centro para estudantes negros. Foi uma das organizadoras da parada do Orgulho LGBT de Brasília e participou do desenvolvimento das metas do Brasil para a Cúpula do Milênio da ONU. Pesquisadora Líder do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Cultura, Diversidade e Identidade (ODARA), é também Pesquisadora Visitante do Center for Health Policies and Inequalities Research do Duke Global Health Institute, Duke University (CHPIR/DGHI). É organizadora do livro Eu não sou uma mulher? – discursos de Sojourner Truth (Nandyala, 2019), que terá 2ª edição em julho de 2021.

20h30 Bate papo musicado: Mateus Aleluia

Mateus Aleluia é brasileiro, natural de Cachoeira, na Bahia. Compositor, cantor e instrumentista, remanescente do grupo vocal “Os Tincoãs”. Sua obra musical, desde a época do conjunto vocal “Os Tincoãs” expressa a convergência de matrizes culturais que no Brasil encontram abrigo e ambiente para contínua transformação. Pesquisador atento, sua obra revela aspectos singulares das matrizes afro-brasileiras e por isso é considerada um patrimônio cultural. Reconhecido pela Assembléia Legislativa da Bahia, tornou-se, em 2019, Comendador do Estado da Bahia ao receber a Comenda Dois de Julho. Depois de lançar o seu terceiro disco solo, Olorum, ele desenvolve atualmente os projetos "Nações do Candomblé" e "Canto dos Recuados - Afrobarroco em palestra musical".

https://youtu.be/oCnUqSR6jl4

21h Pocket Show Yzalú

Yzalú é cantora, rapper, compositora e violonista oriunda de São Paulo. Com 16 anos de carreira, se destacou ao unir o violão e o rap, inovou no cenário independente ao apresentar o seu primeiro álbum “Minha Bossa é Treta”. Lançado em 2016, ousou ao experimentar ritmos diversos desde o Rap, passando pela MPB, Samba Jazz e Afrobeat. Seu álbum foi considerado um dos melhores do ano por sites especializados e ganhou alguns prêmios.

Yzalú é uma notória artista no Brasil entre poucas no mundo a fazer de sua deficiência física uma ferramenta artística dentro da música, particularmente se destacando ainda por possuir um trabalho genuíno, consistente e original.

O seu último trabalho lançado foi o EP “Quântica” uma parceria inédita com a cantora Shirley Casa Verde, e atualmente vem se preparando para o seu próximo álbum.

https://youtu.be/N4MIFkjC3ds

21h30 Dj Donna

DJ Donna venceu o Prêmio Melhor DJ no Women’s Music Event 2018, a primeira premiação que celebra as trajetórias femininas na música brasileira. 2019 Donna abre o show dos Racionais MCs em Brasília na Turnê Racionais 3 Décadas. A primeira DJ mulher a se destacar em Brasília no ano 2000, selecionada entre mais de 2.000 candidatos no mundo inteiro para o Red Bull Music Academy São Paulo, em 2002. Guerreira das pick-ups e presença certeira nas melhores pistas brasileiras, DJ Donna recebeu o Prêmio Hip Hop Funarte em 2014 e em 2016 esteve em turnê com o Grupo Patubatê por onde a tocha das Olimpíadas no Brasil passou.

​Amante da música negra, tem um repertório vasto que vai desde o Hip Hop, Ragga/Dancehall, Afro House, Kuduro, Miami Bass, Bass Music, até o Moombahtom, Zouk, Kizomba, Samba Rock, Funk Soul, Jazz e Chorinho. A artista passeia entre referências da música negra de pista, propondo conexões sonoras entre a música africana e diaspórica com o movimento hip hop.

https://youtu.be/MFhlv3-3H2o

22h Minissérie: “Sonhar é poder, por todas as rotas”

A websérie “Sonhar é poder por todas as rotas” é uma sequência de #SonhoDePretaConta. Quatro anos depois da primeira ação coletiva, após o impacto provocado por fatos históricos como a Marcha das Mulheres Negras de 2015, o Fórum Social Mundial em Salvador 2018, a morte da vereadora Marielle Franco em 2018 e a Pandemia de Covid-19 2020/2021, seis jovens mulheres negras revisitam suas próprias histórias e inspiram o mundo com reflexão sobre manutenção do poder de sonhar a partir da reformulação de rotas de vida no Brasil de 2021.

Roteiro e direção: Viviane Ferreira

Assistente de direção: Gustavo Ferreira e Yuri Costa

Direção de Fotografia: Viviane Ferreira, Larissa Fulana de Tal

Operação de Câmera: Viviane Ferreira, Larissa Fulana de Tal

Som direto: Gustavo Ferreira e Viviane Ferreira

Coordenação de Pós: Bruna Anjos

Assistência de Coordenação de pós: Shirlene Reis

Montagem: Yuri Costa

Realização: Oxfam Brasil, Odun Filmes e Instituto Afrolatinas

 

https://youtu.be/JhGXe-fpy9U

24 de julho, sábado

10h Oficina Básica de Audio, para artistas e produtoras, com Regiane Pereira

Regiane Alves Pereira é técnica de áudio desde 2005 e faz PA e Monitor em grandes festivais. Formada pelo IAV, Instituto de Áudio e Vídeo, trabalhou em diversos projetos nacionais e internacionais. Atualmente trabalha com Bia Ferreira, Ekena, Rico Dalasam ( Diretora Técnica e Técnica de Áudio ), é Técnica de Áudio Max BO, Karina Bur, Bloco Preto e Bloco Pagu, além de Diretora Técnica para diversos eventos.

11h Beatmaker, com BadSista

Autodidata, BadSista aprendeu a tocar violão ainda criança. Quando cresceu, decidiu estudar música e começou a se aventurar em produções eletrônicas e entender mais sobre toda a parte técnica. Desde 2013, quando iniciou sua carreira, recém-formada em Produção Fonográfica, BADSISTA percorreu o país realizando suas inúmeras produções lançadas por gravadoras como Growllective (São Paulo), Man Recordings (Alemanha), Bruk Recordings (Rio de Janeiro), Buuum Trax (Skol (Brasil), Catuss Records (Argentina), Beatwise Recordings (São Paulo) e Funk Na Caixa (São Paulo).
Seu EP de estreia foi lançado pelo selo paulista Funk Na Caixa, com a contribuição de Lei Di Dai, que também a convidou para participar da comemoração dos seus 10 anos de carreira. Em 2016, o BADSISTA fez mixtapes especiais para a BBC Radio 1 no Toddla T Show (Inglaterra), Luso FM com Daniel Haaksman (Alemanha), Radar Radio Show com Emily Dust (Inglaterra) e Radio Show com Castelan (Porto Alegre - Brasil) e também participou do “Hy Brazil vol. Compilação de 10 ”, com curadoria de Chico Dub.

No início de 2017, a BADSISTA iniciou uma nova parceria com a Linn da Quebrada. Também deu início ao seu novo projeto “Bandida”, que reúne mais seis mulheres do cenário da música eletrônica, também oriundas de áreas periféricas, para divulgar o som e seus respectivos trabalhos de forma democrática: feito por mulheres para todos.

BADSISTA assinou o primeiro disco de Linn da Quebrada, “Pajubá”, onde atuou como diretora e produtora musical. Como se não bastasse, concorreu ao Prêmio Mulher de Música, primeiro prêmio dedicado ao reconhecido esforço feminino do mercado musical brasileiro. Foi indicada para melhor DJ e produtora musical e ganhou como Melhor Produtora Musical de 2018.

Sua habilidade musical conduz a pista de dança por vários gêneros da música eletrônica, principalmente os gêneros periféricos, como techno, house de Chicago, funk brasileiro. Música do gueto global.

14h Cozinha Afrolatina com Chidera Ifeanyi, Restaurante Simbaz

O Festival Latinidades 2021 inaugura, na Casa Afrolatinas, projeto criado para dar visibilidade à gastronomia preta. A gastronomia é elemento cultural determinante para todas as pessoas, por meio da qual é possível fortalecer identidades, gerar renda, garantir dignidade, autoestima e integração. A proposta é realizar uma série de programas audiovisuais para compartilhar a diversidade culinária preta e/ou feita por pessoas pretas.

Sobre Chidera Ifeanyi e o restaurante Simbaz

"Hakuna matata", sugerem as palavras – escritas em suaíli – na parede principal de um dos poucos restaurantes de culinária africana do Distrito Federal. A expressão falada na África Oriental significa "não se preocupe", e ficou eternizada pelo filme "O rei leão", de 1994.

A inspiração ficou tão marcada na vida do nigeriano Chidera que ele decidiu pôr em prática o antigo sonho de empreender. Para ele, 2017 foi o ano da mudança. "Foi um sonho realizado. Não foi fácil, mas gosto de servir. Fico feliz em ver as pessoas comendo nossa comida e ficando feliz", afirma sorrindo. "Como ter um sonho e deixá-lo morrer? Decidi que não passaria de de 2017."

O Simbaz Culinária Afro Bar mapeou as principais características dos 54 países do continente africano. A proposta é oferecer ao público a culinária, língua e cultura das quatro principais regiões que compõem a África. O nome do estabelecimento, segundo Chidera, também tem significado.

"Simbaz significa leão, que não tem medo de desafios."


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15h Minissérie: “Sonhar é poder, por todas as rotas”

15h Minissérie: “Sonhar é poder, por todas as rotas”

15h05 Meditação para parir a si mesma, com Clarice Val

Como é possível habilitar a geração de uma nova versão de si mesma, a partir da conexão com a energia e o processo do parto de pessoas ou até mesmo de projetos? A meditação ativa Parir a Si Mesma faz parte do repertório do sistema Respiração Ovárica – Alquimia Feminina, que propõe um reencontro com o poder dos ovários e do útero através da respiração. Inspirada na Medicina Tradicional Chinesa, o sistema ROAF mobiliza e desobstrui a energia estancada nos meridianos que, ao fluir, agem no sentido da autocura. É um processo de sensibilização, consciência, limpeza e purificação. Libera couraças, bloqueios físicos, mentais e emocionais. Ativa a intuição, ressignifica a sexualidade e sensualidade. É utilizada como ferramenta nos encontros do Ciclos do Sentir, método terapêutico conectado com a criatividade e a conexão entre os elementos e ciclos da natureza e os processos internos.

Clarice Val é terapeuta holística, professora de Yoga, comunicóloga formada pela UFBA, consultora psicológica formada pelo ISCHIS (Instituto Superior de Ciências Humanas e Sociais - Buenos Aires).Viveu por 15 anos em Buenos Aires - Argentina, onde aprofundou-se em distintas técnicas holísticas e sistêmicas, tais como: leituras de registros akáshicos, terapia florais (sistema Saint Germain), magnified healing, constelações quânticas integrais e harmonização energética toroidal. Conduz grupos de mulheres através do Rito do Útero (Munay Ki - tradição de xamanismo andino) e respiração ovariana - alquimia feminina.

15h45 Vivência: Desafio seu Poder Ancestral, com Ana Sou

Temos um poder, ele é ancestral e você merece/ precisa se apropriar disso. Nas paredes das pirâmides do Kemet (Egito) está garfada uma serie de conhecimentos que quando usados nos dão autonomia de nos manter em equilíbrio e viver na nossa máxima potência de energia do corpo, mente e emoções. Até então isso foi pouco divulgado aqui no Brasil e Ana Sou oferece uma visão geral e uma atividade prática para quem aceitar do Desafio de ativar o próprio Poder Ancestral.

Sobre Ana Sou

Faz parte da primeira geração de instrutores de Kemetic Yoga certificados no Brasil pela Yoga Skills School of Chicago|USA do Sba Yiser Ra Hotep. Foi instrutora| Sbat da Kasa de Maat, principal referência de Kemetic Yoga no Brasil. Teve seu primeiro contato com Yoga em 1994 e durante sua formação em Hatha Yoga (base indiana), descobriu e se apaixonou pela Kemetic Yoga (base africana). Pesquisa, pratica e divulga continuamente desde então. Na yoga de base indiana, é certificada em Yin Yang Vinyasa (Edson Ramos) e está em formação em Hatha Yoga (Arte de Viver). Também tem formação em Yoga Massagem Ayurvédica (Pune – Índia); e terapia de respiração Rebirthing (Renascimento). “Quero oferecer o que sinto, quero sentir o que ofereço. A Kemetic Yoga é a revolução que começa por dentro”.
Gosta de natureza, boa comida, boas viagens e conectar com pessoas de boas energias. É fundadora do Pérolas Sagradas, grupo de leitura e práticas sobre feminino e sexualidade pra mulheres negras.

KEMETIC YOGA: Aulas, palestras, workshop. No ano de 2020, mais de 9 mil pessoas passaram a seguir seu perfil do Instagram. Aceitou mais de 30 convites para lives. Fez campanha junto à Cantão, estreou produção da Preta Portê filmes em parceria com Canal Brasil, nua direção de Day Rodrigues Atua no Abayomi- juristas negras.

16h25 Ancestralidade como forma de repensar modelos sociais, com Katiuscia Ribeiro

Katiuscia Ribeiro é filósofa, Mestre em Filosofia e Ensino. Atualmente é Doutoranda em Filosofia no Programa de Pós Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Também é Coordenadora Geral do Laboratório de Africologia e Estudos Ameríndios e Ex docente de Filosofia jurídica. Mulherista africana, aquela voz potente que a gente não perde por nada.

17h Espaço Literário

17h Espaço Literário

17h Escrita literária e ascensão profissional, Cidinha Silva (MG) com mediação de Fernanda Felisberto (RJ)

Cidinha da Silva é escritora uma escritora mineira e editora na Kuanza Produções. Publicou 19 livros que contam com 226,2 mil exemplares em circulação, entre eles: Um Exu em Nova York (Prêmio Biblioteca Nacional, 2019) "Os nove pentes d'África" (PNLD Literário 2020) e Parem de nos matar! Tem publicações em alemão, catalão, espanhol, francês, inglês e italiano. É curadora do Almanaque Exuzilhar (Youtube), conselheira da Casa Sueli Carneiro e Doutora em Difusão do Conhecimento.

17h40 Dicas de leitura: narrativa das pretas

Com obras de Toni Morrison (EUA), Dina Salústio (Cabo Verde) e Leonora Miano (Camarões)

17h50 Literatura Infantil: Vozes da África e da Diáspora, com Heloisa Pires (RS)

17h Espaço Literário

18h10 Dicas de leitura: poesia das pretas

Com obras de: Marli Aguiar (SP), Jarid Arraes (CE) e Maitê Freitas (SP)

18h20 Poesia armada das pretas cantautoras, com Coletivo Negras Autoras (MG)

Convidadas: Elisa de Sena, Júlia Tizumba, Manu Ranilla e Vi Coelho


O Coletivo NEGRAS AUTORAS é formado por quatro artistas – mulheres negras que já possuem uma potente atuação na cena teatral e musical de Belo Horizonte, Minas Gerais: Elisa de Sena, Júlia Tizumba, Manu Ranilla e Vi Coelho. Em 2015, o Coletivo estreou seu primeiro espetáculo: "NEGR.A". Em 2017, o segundo: "ERAS". Em 2020, lançou seu primeiro disco que traz o registro de parte da trilha sonora de seus dois primeiros trabalhos. Seu livro Poesia armada reúne os textos e letras de músicas que compõem a dramaturgia de suas peças e shows. NEGRAS AUTORAS é um coletivo que carrega força ancestral, con temporânea e criativa – pretas, mutliartistas, autoras de suas obras e de suas vidas, que encontram na arte a forma de relacionar com o mundo. Já foram integrantes do Coletivo Negras Autoras: Eneida Baraúna, Nath Rodrigues e Aline Vila Real, que também são autoras de poemas do livro Poesia Armada (Nandyala, 2020).

Assim a atriz e dramaturga negra Grace Passô define o Coletivo Negras Autoras: ‘‘Pluriartistas, autoras sonantes, entoadoras de memórias, mulherio de mulheridades, afro-mineiras universais, griotes, tamborzeiras do pós-mundo, «véias» de guerra e de paz. O Coletivo Negras Autoras inaugurou mais um espaço impossível no mundo: espaço de invenção preta, espaço que ouve, houve e haverá. Elas sabem que são eras.’’

19h Leitura Sonora de Obras, com Mariana Per e Rosa Couto, por Museu Afro Brasil

Uma visita guiada pelas educadoras do Museu Afro Brasil, para vivenciar uma
“leitura” de obras de longa duração do acervo. As obras foram selecionadas pelo Núcleo Sagrado e Profano, setor dedicado às celebrações populares de cunho religioso. A atividade é uma realização do Educativo do Museu Afro Brasil.

Mariana Per

Educadora do Museu Afro Brasil, cantora, musicista, contadora de história e produtora cultural, traz em sua arte uma pluralidade singular, mesclando música, teatro e literatura. Dedica-se a homenagear mulheres que lhe atravessam.

Rosa Couto
Educadora Museu Afro Brasil, compositora, Compositora, cantora e pesquisadora, Rosa Couto estagiou na New York University (NYU) em 2018- 2019 e doutorou-se em História pela UNESP em 2020. Suas pesquisas buscam investigar as relações entre racismo e música em suas articulações na indústria cultural. Atua na Funmilayo Afrobeat.

19h30 Pocket Show: Josy.Anne

Inspirando-se no terno de Congado de Oliveira, a artista apresentará suas últimas composições, marcadas pelo diálogo e pela aproximação com a cultura tradicional mineira que remete diretamente à atividade das históricas irmandades religiosas, reinterpretando essas musicalidades à luz das novas tecnologias. Os congados, os maracatus e a ação das irmandades religiosas, todos de extrema importância para a
preservação da memória da população afro-brasileira.

Josy.Anne é filha de Ogum e do bairro Goiânia. Canta e pode fazer cantar. Atriz, diretora musical, facilitadora da voz e cantora, tem a polifonia como tecnologia. Transita entre o tambor e o neon e se situa na negra ressonância mineira. Na encruzilhada das rainhas, capitãs e congadeiras, expande seu território sonoro.

20h Pocket Show: MC Taya

Além de MC, a rapper é criadora de conteúdo e comunicadora. É formada em Artes Cênicas mas atua em diversas áreas dentro da arte, comunicação e entretenimento. Ligada no online e offline, seu diferencial é estar sempre atrás e na frente das câmeras, produzindo e criando através de suas perspectivas quanto mulher negra, periférica e bissexual. É musa da moda da cultura hiphop nas redes sociais, sendo uma grande porta-voz sobre a cultura do Street Style. Em 2019, lançou sua primeira música intitulada “Preta Patrícia” que se tornou seu primeiro hit virando o hino das pretas de todo o Brasil.

20h30 Pocket Show: Urias

Nascida e criada em Uberlândia (MG), Urias fala sobre representatividade com lugar de fala garantido. Os olhares enviesados que recebia na época de colégio, a perseguição dos “valentões” na saída das aulas e o estigma de “criança diferentona”, aos poucos foram constituindo uma postura de enfrentamento que tempos depois teriam reflexos em sua expressão artística.

Acostumada a cantar em situações informais e nas reuniões entre amigos, Urias foi intimada pelo preparador vocal Diego Timbó a mostrar sua potencialidade vocálica. Impressionado com a afinação e clareza sonora de Urias, Timbó sentenciou: “menina, você precisa gravar”. E assim foi.

Despretensiosamente, a mineira fez alguns covers. A forma como Urias cantava foi gerando interesse até chegar aos ouvidos curiosos dos produtores Rodrigo Gorky e Arthur Gomes que logo começaram a produzi-la. Era o início de uma jornada de autoconhecimento artístico. A carreira de Urias ganhou forma e profissionalização.

Agora, acostumada ao título de cantora, Urias sabe aonde deseja chegar. “Sou uma artista intensa. Quero levar o meu som e a minha mensagem o mais longe possível, atingir aqueles disposto a me ouvir. Quando escrevo as músicas não penso em um público determinado, mas direciono para as diversas possibilidades que elas abrem, porque há muitas formas de se relacionar com as músicas: pelas letras, batidas, videoclipes... Quero despertar e provocar algo com a minha arte”.

21h Pocket Show: Ebony

21h Pocket Show: Ebony

21h30 Pocket Show: Jup do Bairro

Multiartista, em 2007 Jup do Bairro encontrou nas artes a possibilidade de externar suas vivências, dores e delícias. Na música, integrou por cerca de três anos a banda da também multiartista Linn da Quebrada, como sua parceira musical, performer e cola-borou na criação do álbum Pajubá, lançado em 2017. Simultanea-mente, criou o projeto BAD DO BAIRRO, ao lado da produtora mu-sical e DJ BADSISTA. Foi ela quem também assinou a produção musical do EP CORPO SEM JUÍZO, divulgado por Jup em 2020.
Trabalho de estreia da carreira solo da cantora, o EP foi su-cesso de público e crítica, rendendo para Jup os prêmios Mul-tishow e APCA na categoria de Revelação do Ano no mesmo ano. CORPO SEM JUÍZO traz também as participações especiais de Deize Tigrona, Rico Dalasam, Linn da Quebrada e Mulambo.
Na televisão, Jup estreou em 2019 no Canal Brasil (Globo-sat), onde conduz com Linn da Quebrada o programa de entre-vistas TransMissão, com duas temporadas já realizadas e uma terceira a caminho.

25 de julho, domingo

14h Minissérie: “Sonhar é poder, por todas as rotas”

14h Minissérie: “Sonhar é poder, por todas as rotas”

14h05 Amefricanifesto

Honrando o legado deixado por Lélia Gonzalez, o projeto Lélia Gonzalez Vive convocou mulheres negras de todo país a celebrar o Dia da Mulher Negra, Latina e Caribenha (25 de julho), recriando nosso lugar na sociedade brasileira.

Em parceria com organizações e coletivos de mulheres negras, entre eles o Instituto Afrolatinas, foi criado o Amefricanifesto para demonstrar a indignação diante do racismo e do machismo estrutural e estruturante, e valorizar nossas lutas pela igualdade: um manifesto colaborativo e artístico.

O Amefricanifesto vai ganhar espaço nas redes e nas ruas, ilustrando o exercício coletivo de reimaginação e o Latinidades não poderia ficar fora dessa. É urgente que mais mulheres negras tomem consciência do lugar que ocupam e daquele que poderiam ocupar.

14h15 Cozinha Afrolatina, com Mãe Baiana de Oyá

O Festival Latinidades 2021 inaugura, na Casa Afrolatinas, projeto criado para dar visibilidade à gastronomia preta. A gastronomia é elemento cultural determinante para todas as pessoas, por meio da qual é possível fortalecer identidades, gerar renda, garantir dignidade, autoestima e integração. A proposta é realizar uma série de programas audiovisuais para compartilhar a diversidade culinária preta e/ou feita por pessoas pretas.


Sobre Mãe Baiana de Oyá

Yalorixá Mãe Baiana de Oyá é uma das principais líderes espirituais do candomblé do Brasil e importante militante pelos direitos da população negra e das comunidades de terreiro. Nos últimos 30 anos tem se dedicado exclusivamente à difusão da cultura afro descendente, por meio de militância ativa e regulamentação junto aos órgãos públicos, entidades privadas e sociedade civil, com foco na regularização da situação dos terreiros de umbanda e candomblé no Distrito Federal e Entorno servindo de modelo para o Brasil. É autora do livro Chão&Paz um manifesto político-religioso que celebra a paz entre os povos, exalta o fim das discriminações e relata a vida de uma notável mulher negra Brasileira. Atua hoje como Coordenadora da Renafro Centro-Oeste, das Mulheres de Axé do DF, além de ser a matriarca de um dos mais tradicionais terreiros do DF, o Ilê Axé Oyá Bagan.

14h50 Amefricanifesto

14h50 Amefricanifesto

15h Black Excellence Talks – episódio especial da série portuguesa Black Excellence

Talks com:

Valéria Monã
Bailarina há 25 anos, Valéria Monã também é atriz, coreógrafa e professora de dança.

Vanessa Sanches
Vanessa Sanches, 35 anos, apaixonada pela Comunicação desde sempre, mas optou por estudar Gestão de Empresas em Paris. Trabalhou para meios mainstreaming em Lisboa e Luanda até fundar em 2015 a plataforma BANTUMEN, dedicada à comunidade negra lusófona.

Danilo Lima
Bacharel em sociologia política e mestrando em Educação, ambos pela Universidade Federal de São Carlos. Possui experiência sólida em articulação política. Idealizador do 1º Encontro Nacional de Estudantes, Coletivos e Universitários Negros - EECUN. É um dos líderes Afrodescendentes das América pela OEA. Foi reconhecido em 2018 como um dos Jovens Líderes Negros Mais Influentes ao Redor do Mundo com menos de 40 anos - MIPAD. Compôs o grupo técnico assessor do Ministério da Educação sobre o tema de Ações Afirmativas 2015/2016. Foi titular do Conselho de Juventude de São Paulo (2011-2014) e do Conselho Nacional de Políticas de Igualdade Racial no Ministério da Família e Direitos Humanos (2018- 2020). Coordenou a área de Representatividade política do RenovaBR e atualmente é Head de educação da Trace Brasil.

Miriam Taylor
Empresária portuguesa com ascendência angolana, Miriam foi de Refugiada de Guerra a Empreendedora de Sucesso. Criou sua própria linha para cabelos texturizados sem produtos químicos, a Muxima, que significa ‘coração’ em Kimbundu. A empresa é o resultado de uma jornada pessoal de uma mulher africana com a qual muitos se identificam. Os pais de Myriam foram de Angola para a Europa como refugiados de guerra em 1976, e ela nasceu e foi criada em Portugal. “Eu pertenço à primeira geração de pós-colonialismo em meu país natal. Não foram dias fáceis para ser uma mulher negra no interior de Portugal ”, diz ela.

Ser uma minoria a tornou muito consciente de todas as vozes sub-representadas em todo o mundo, e ela diz que isso sempre a impulsionou a se envolver. Como resultado, ela começou a trabalhar como voluntária aos 15 anos. Anos mais tarde, ela se formou na Escola de Drama Rose Bruford, em Londres, onde se especializou em Teatro do Oprimido. Isso a levou a trabalhar com uma variedade de pessoas diferentes, incluindo vítimas de violência doméstica em Paris e órfãos de guerra em Angola.

Ela comenta: “Minha produção criativa sempre foi conectada a causas sociais e humanitárias. Portanto, quando estabeleci minha empresa, a Muxima, só pude fazê-lo defendendo minhas crenças e alinhado com meu sistema de valores. ” Isso também a levou a criar a plataforma Black Excellence Series, que nasceu de uma rede que une profissionais negros de todo o mundo. Com a pandemia, Myriam viu uma oportunidade para expandir as conversas, alcançando um público diversificado em África e não só através da RTP (rede de tv portuguesa), mas para o mundo.


Rodrigo França
"Rodrigo França é ator, dramaturgo, cientista social, filósofo, professor, articulador cultural, produtor, artista plástico, além de ativista em direitos humanos fundamentais. O carioca é responsável pela dramaturgia e direção do espetáculo infantojuvenil O pequeno príncipe preto, que discute os estereótipos associados à representação dos negros como heróis infantis.

Rodrigo França iniciou sua carreira de ator no teatro e no cinema em 1992. Desde então, participou de mais de 50 espetáculos. Interpretou Martin Luther King (1929-1968) na montagem teatral intitulada O encontro – Malcom X e Martin Luther King, que narra a reunião fictícia entre os dois grandes líderes estadunidenses para discutir rumos e estratégias da luta pelo fim da discriminação racial.

França é coautor do texto e da direção de O inimigo oculto e integrou o elenco da peça documentário Contos Negreiros do Brasil, com texto de Marcelino Freire e direção de Fernando Philbert. Esteve também à frente da produção do musical O grande circo dos sonhos e foi assistente de direção da peça Além do que nossos olhos registram. Atuando com diversos parceiros, como as diretoras Valéria Monã e Mery Delmond, é ainda um dos idealizadores do movimento Segunda Black, que articula trabalhos artísticos de coletivos de teatro negro do Rio de Janeiro.

Em 2020, lançou seu primeiro livro infantil – O pequeno príncipe preto –. que anteriormente era uma peça teatral e sofreu algumas alterações para a publicação no novo formato. No texto, o dramaturgo aborda questões de representatividade, exaltação da beleza negra, além de trazer a mensagem de que negros descendem de reis e rainhas.

Sobre a presença de pessoas negras no audiovisual e na literatura, Rodrigo afirmou em entrevista ao portal Ecoa: “Protagonismo não é só gente preta na frente da TV ou no teatro, protagonismo é poder. Narrativa é poder. É poder quem escreve, quem dirige, quem ilumina, quem veste. Então, na medida em que tenho mais produtores de elenco seguindo essa lógica, mais eu modifico essa estrutura hegemônica que a narrativa nos coloca como subalternos.”


Hoji Fortuna
Ator Luso-Angolano, nascido em Luanda, Angola. Com 20 anos emigrou para Portugal onde concluiu estudos em Administração. Posteriormente, frequentou o curso de Direito na Universidade Católica Portuguesa (Porto), que interrompeu para dedicar ao trabalho artístico, primeiro como modelo artístico, posteriormente como Disk Jockey e, finalmente, como ator. Desde então, tem participado em vários projectos como actor, tanto em Televisão, como em Cinema e Teatro.

No verão de 2008 mudou-se para a cidade de Nova Iorque com o fim de aperfeiçoar o seu trabalho de ator. Nessa cidade estreou várias peças, filmes, e outros trabalhos importantes. Na Televisão estreoucom a série Pan Am da estação norte-americana ABC.

16h Plataforma Black Excellence, amplificando vozes de pessoas negras nos quatro cantos do mundo, com Miriam Taylor

Miriam Taylor - empresária portuguesa com ascendência angolana, Miriam foi de Refugiada de Guerra a Empreendedora de Sucesso. Criou sua própria linha para cabelos texturizados sem produtos químicos, a Muxima, que significa ‘coração’ em Kimbundu. A empresa é o resultado de uma jornada pessoal de uma mulher africana com a qual muitos se identificam. Os pais de Myriam foram de Angola para a Europa como refugiados de guerra em 1976, e ela nasceu e foi criada em Portugal. “Eu pertenço à primeira geração de pós-colonialismo em meu país natal. Não foram dias fáceis para ser uma mulher negra no interior de Portugal ”, diz ela.

Ser uma minoria a tornou muito consciente de todas as vozes sub-representadas em todo o mundo, e ela diz que isso sempre a impulsionou a se envolver. Como resultado, ela começou a trabalhar como voluntária aos 15 anos. Anos mais tarde, ela se formou na Escola de Drama Rose Bruford, em Londres, onde se especializou em Teatro do Oprimido. Isso a levou a trabalhar com uma variedade de pessoas diferentes, incluindo vítimas de violência doméstica em Paris e órfãos de guerra em Angola.

Ela comenta: “Minha produção criativa sempre foi conectada a causas sociais e humanitárias. Portanto, quando estabeleci minha empresa, a Muxima, só pude fazê-lo defendendo minhas crenças e alinhado com meu sistema de valores. ” Isso também a levou a criar a plataforma Black Excellence Series, que nasceu de uma rede que une profissionais negros de todo o mundo. Com a pandemia, Myriam viu uma oportunidade para expandir as conversas, alcançando um público diversificado em África e não só através da RTP (rede de tv portuguesa), mas para o mundo.

16h10 Movimento Black Money e reflexões sobre ascensão negra, com Nina Silva

O Movimento Black Money é um hub de inovação para inserção e autonomia da comunidade negra na era digital junto a transformação do ecossistema empreendedor negro, com foco em comunicação, educação e geração de negócios pretos.

Nina Silva nasceu no Jardim Catarina, considerada por muitos anos a maior favela plana da América Latina, em São Gonçalo no Rio de Janeiro. Ela relata que sempre pensou "fora da caixa" e que "O grande objetivo era se manter vivo. Depois, fazer uma faculdade, arrumar um emprego de trainee e sonhar em um dia chegar em um cargo de liderança." Teve como inspiração a irmã mais velha, a primeira pessoa da família a entrar em uma faculdade.
Apesar do interesse pelos números, Nina seguiu as sugestões da irmã e cursou Administração na Universidade Federal Fluminense. Teve seu primeiro contato com tecnologia no segundo ano da faculdade, em seu primeiro emprego. Ela foi convidada a integrar o time da empresa que trabalhava com o sistema ERP da SAP. A partir de então, aprofundou seus estudos, tirou a sua certificação e trilhou seu caminho dentro da tecnologia.
Além da tecnologia, Nina também é palestrante e escritora. Como palestrante, já esteve presente em eventos como Social Good Brasil, Social Media Week e Campus Party Brasil. Também já foi jurada em Hackatons e Staturp Weekends. Como escritora, teve seu livro "InCorPoros – Nuances de Libido", que envolve literatura de raça e erotismo, lançado em 2018 no Centro Cultural Olido em São Paulo[2].
Atualmente é formada em Administração, gerente de projetos na ThoughtWorks, executiva de Tecnologia e responsável pelo Movimento Black Money.

16h20 Pretas Potências e reflexões sobre ascensão negra, com Ana Minuto

Ana Minuto - CEO da Minuto Consultoria Empresarial & Carreira, Especialista em Diversidade & Inclusão , Palestrante, Co-idealizadora do Potencias Negras, o maior Summit focado na população negra do Brasil que impactou mais de 560 mil pessoas. Consultoria empresarial e carreira, diversidade, inclusão e Desenvolvimento Humano, (Palestras, Treinamentos, Workshops).
Mestra em Diversidade , LeaderShip na Promoting Women´s Politica and Economic Empowerrment - USA , Master Coach Carreira, Treinadora IFT. Atuou há mais de 15 anos na Gestão e Implantação de Projetos de TI.
Atuou por 20 anos na Promoção da Equidade Racial e Gênero, Combate ao Racismo e a Violência Doméstica através da Associação Fala Negão Fala Mulher onde Gerenciou e Implantou Projetos que atenderam milhares de pessoas em parceria com a Prefeitura de São Paulo, ONU, UNESCO, UNICEF, OPAS, OMS e UNFPA e através dos trabalhos realizados recebeu os Prêmios Teodosina Cardoso, Plataforma dos Centros Urbanos - Unicef.
Consultora de Diversidade auxilia empresas como Google, Gerdau, Pepsico Boehringer, Twitter, DPA Nestlé , entre outras. Criadora da Terapia Preta que tem como missão auxiliar a população negra a ter mais qualidade de vida emocional através de terapias a Preços Populares.

16h30 Espaço Literário

16h30 Espaço Literário

16h30 Dicas de leitura: feminismo negro, com obras de Audre Lorde (EUA), Carolina Maria de Jesus (MG) e Bianca Santana (SP)

16h30 Dicas de leitura: feminismo negro, com obras de Audre Lorde (EUA), Carolina Maria de Jesus (MG) e Bianca Santana (SP)

16h40 Escrita literária e ascensão profissional, com Verônica Bonfim (RJ)

Verônica Bonfim é multiartista e doutora na área socioambiental pela Universidade Federal de Viçosa, MG. Desde 2007, vem pesquisando o Continente Africano, a diáspora negra e sua ancestralidade. Em 2007, gravou seu primeiro CD, intitulado Olhos d'África e, desde 1994, tem aprofundado estudos sobre metodologias de Educação Ambiental, utilizando a arte como ferramenta de ensino-aprendizagem. Destacou-se como cantautora e realizou vários shows com canções autorais. É autora do livro infantil A menina Akili e seu tambor falante, obra que terá nova edição e será também um musical em 2021, devido ao grande sucesso entre a garotada. Como atriz, estrela o espetáculo Elza, em homenagem à cantora Elza Soares.

17h Dicas de leitura: performances negras, com obras de leda Martins (MG) e Roberta Estrela D’Álva (SP)

17h Dicas de leitura: performances negras, com obras de leda Martins (MG) e Roberta Estrela D’Álva (SP)

17h10 Escrita literária e ascensão profissional, com Eliane Alves Cruz (RJ) e Carmen Faustino (SP)

Eliana Alves Cruz é carioca, escritora e jornalista com especialização em comunicação empresarial. Seu romance de estreia, Água de barrela, é a saga romanceada de sua história familiar ao longo de 170 anos, e sua publicação foi resultado do Prêmio Oliveira Silveira, da Fundação Cultural Palmares em parceria com o Ministério da Cultura, em 2016. Com ele, Eliana também conquistou a Menção Honrosa do Prêmio Thomas Skidmore, do Arquivo Nacional, em 2018, e da Brown University, nos EUA.
Seu segundo romance, O crime do cais do Valongo (Malê), foi escolhido como um dos melhores do ano de 2018 pelos críticos do jornal O Globo e foi semifinalista do Prêmio Oceanos 2019, mesmo ano em que publicou seu primeiro livro infantil, A copa frondosa da árvore (Nandyala). Até o momento, a autora está em mais cinco antologias de contos e uma de poesias. Nada digo de ti, que em ti não veja é seu primeiro romance pela Pallas Editora.

Carmen Faustino é periférica da Zona Sul de São Paulo. Poeta e escritora, educadora, gestora sócio-cultural e ativista. É pesquisadora das culturas negras e periféricas e atuante no cenário cultural há uma década. Coordena o projeto Baobá – Fortificando as raízes, de formações sobre África e Africanidades na perspectiva da Lei 10/639/2003. É articuladora do Núcleo Mulheres Negras – O amor cura, de vivências e cuidado coletivo entre mulheres negras, integra o coletivo Samba Sampa e o grupo artístico Massembas de Ialodês. É editora e produtora de projetos de valorização da presença e das narrativas de Mulheres Negras na Literatura. Autora de Estado de Libido ou poesias de prazer e cura (2020). Assina a co-organização e editoração das publicações Pilar Futuro presente – Uma antologia para Tula (2019), Coleção Sambas Escritos (2018), Mulheres líquido – Os encontros fluentes do sagrado com as memórias do corpo terra (2015), Terra Fértil (2015) e Pretextos de Mulheres Negras (2013). Publicou nas antologias Inovação ancestral de Mulheres Negras (2019), Griots da Diáspora Negras (2017), Além dos quartos (2015) Feminina – Periferia um pedaço da África (2015) e das revistas O Menelik – 2º Ato (2014), Fala Guerreira (2015 e 2018); e Sujeitos, frutos e percursos – Projeto jovens facilitadores de práticas restaurativas (2017)."

17h50 Sarau Vozes poéticas das pretas, Quilombhoje, com autoras dos Cadernos Negros 43

Abertura: Liah Jones Canta pra Assentar o Axé

ALESSANDRA MARTINS é educadora, poeta, escritora e ativista social. Nasceu em Duque de Caxias, Rio de Janeiro. É pós-graduanda em História e Cultura Afro- brasileira e Indígena. Busca reverberar o amor e compartilhar a ancestralidade através da poesia. Sua primeira publicação foi pela Fluppensa (2012). Em 2017, publicou na antologia Mulheres Reais – Linguagens Plurais. Em 2017, recebeu menção honrosa pelo curta metragem Ser Livre, com a temática “Resistência, identidade e ancestralidade”, pelo canal IberCultura com UNESCO. Em 2020, publicou na antologia poética dos Cadernos Negros. Seu livro de poesias, Voa, Sankofa, voa! (2021) traz bastante da literatura marginal em seus versos.

AUGUSTA SANTO é assistente social e militante do Movimento Negro. Participa do GERESS – Grupo de Estudos das Relações Étnico-Raciais no Serviço Social e do Comitê de Combate ao Racismo do CRESS/SP. Nasceu na Bahia, atualmente mora em São Paulo e faz da literatura uma ação de vida. Tem textos publicados na Revista Emancipa de Serviço Social do CRESS (2019) e em Cadernos Negros Volume 42 (2019). Publicou o livro de poesia Corações Inquietos (2019).

ESMERALDA RIBEIRO é jornalista aposentada e pesquisadora da Literatura Feminina Negra. Integrante dos Coletivos Quilombhoje Literatura e Flores de Baobá – Escritoras Negras. É uma das editoras da série Cadernos Negros. Tem contos e poemas publicados em Cadernos Negros, além de participações em antologias no Brasil e no Exterior. Publicou dois livros individuais: Malungos & Milongas (conto) e Orukomi – Meu nome (infantojuvenil).

LIA VIEIRA é Doutora em educação. Economista, escritora e especialista em relações étnico-raciais e de gênero, atua na difusão de saberes de matriz africana em práticas afirmativas e antirracistas. Seus livros são referências nacionais e internacionais. Foi homenageada com uma Sala de Leitura com seu nome em Niterói-RJ. Sua biografia fez parte da Exposição “Mulheres Negras Brasileiras: Presença e Poder” em 2017 na SUNY – The State University of New York em New Paltz. Em 2020, foi tema do enredo da Escola de Samba Garras de Ouro: “Mulheres Negras do Cais – Resistência, Pensamento e Poesia. É autora do livro de contos Só as Mulheres Sangram (Nandyala, 2011) e do infantojuvenil Chica da Silva — a Mulher que Inventou o Mar (OR, 2001; Nandyala, 2021), além de ter participado de diversas antologias nacionais e internacionais, dentre elas os Cadernos Negros.

LIDIANE FERREIRA é uma das idealizadoras do “Enegrescência”, projeto literário de Salvador, BA. Foi uma das organizadoras e poetas da antologia Enegrescência — Coletânea Poética. Além disso, é graduada em Letras Vernáculas (UFBA) e mestranda em Estudos de Linguagens (UNEB).


MAYARA ÍSIS é redatora e gorda. Poeta residente e produtora no Coletivo Pretas PalaBRas. Militante na resistência e sobrevivência de seu povo, é cocoordenadora do Òbàrá Afro Cultural. É também idealizadora do Sarau “Versos Que Te Fiz”, voltado à expressão artística do afeto em suas mais diversas linguagens. Participa de várias antologias e também tem livros publicados.

NANA MARTINS é Mestra em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina. Graduada no curso de Letras (UEL). Multiartista, realiza pesquisas e oficinas sobre a questão racial, escrita criativa, feminismo negro, literatura negra e africana. É cofundadora do Sarau “Vozes Negras” (@vozesnegras), coletivo negro de poéticas-pedagógicas interseccionais. Autora de contos e poesias, publicou em diversas edições do livro Cadernos Negros.

PRETTA VAL representa o processo de desconstrução de uma mente colonizada e catequizada. Nova criação, sua construção preta ocorreu graças às matriarcas da família, sua Vó Dina e sua mãe Lúcia, impondo o hábito da leitura como um ato revolucionário e libertário. Na sua adolescência, sem entender a importância de ler, apenas olhava as letras como obrigação, até o momento em que os livros, essas letras aquilombadas, foram sua cura, entre dores, desamores e lutas de uma mulher preta. Sua ressureição é a poesia. Publicou esses renascimentos nos Cadernos Negros 39 e 43.

SERAFINA MACHADO é paranaense, professora do Instituto Federal do Paraná. É Doutora em Letras e apaixonada pelas palavras. Suas pesquisas acadêmicas são voltadas para a literatura como resistência, a escrita afrofeminina e negritude. Publicou nos volumes 29, 32, 33, 35, 36 e 41 de Cadernos Negros. Acredita na Literatura Negra como forma de ser, construir-se como sujeito, empoderar-se.

SOL DE PAULA É natural de Niterói/RJ, psicóloga por formação, escritora e poeta por inspiração. Autora do livro de poesias Sol em Pequenas Doses, apresenta sua poesia feminina negra e temas relacionados ao cotidiano. É membro da Academia de Letras do Brasil/Suíça. Realiza os projetos: Sarau Diálogos Sankofa e Revisitando o Baú em seu Canal Ocupação Afro Poética no YouTube.

18h Pocket Show: Rayssa Dias

Aos 25 anos a pernambucana de Salgadinho, Olinda, Rayssa Dias trilha um caminho que começou no banheiro de casa, quando cantarolava brega romântica. A partir daí, foi pegando gosto e passou a se apresentar em pequenas festas do seu bairro. Com canções autorais e interpretações de sucesso, além de músicas românticas, Rayssa Dias também vem trilhando uma trajetória no Bregafunk, ritmo que tem incendiado a periféria da Região Metropolitana do Recife com os famosos grupos de passinho. A cantora, que se prepara para lançar o primeiro disco de sua carreira em 2020, tem músicas que já são muito conhecidas pelo público local como “Doce ilusão”, “Sonho”, “Deixa o povo falar”, “Saudade de você”,
"Malvadas q Brota" e "Foda demais". A cantora também tem parcerias com várias artistas da cena pernambucana como o grupo 808 Crew, DJ Karla Gnom, o Beatmaker WR, MC Chefinhow a MC Lady Laaay, com quem gravou a música “Fica na tua”, que une bregafunk e rap para falar do respeito à autonomia feminina. Além de ser praticamente a única MC negra atuante na cena brega pernambucana, Rayssa Dias tem pautado, dentro da cena brega, temas com as quais está engajada como empoderamento feminino, empoderamento negro e lgtfobia, desempenhando um importante papel de conscientização dentro de camadas com “pouco” acesso à informação. Com sua música, já circulou em diversos bairros da RMR, além de eventos consagrados na cena musical como Festival Coquetel Molotov (Palco AESO), Festival Coquetel Molotov EXE (Evento on-line - Palco TNT), Abril Pro Rock, Rec'n'Play entre outros da cena underground como a "Gera Buceta" e produções independentes.

18h30 Pocket Show: Tasha e Trace

As irmãs gêmeas Tasha e Tracie Okereke, de 25 anos, são as responsáveis pela criação do movimento EXPENSIVE SHIT - nome homônimo ao blog que mantém - que visa a valorização da auto-estima e da autonomia dos jovens negros, que vivem nas periferias, por meio de conhecimento, arte, moda e informação. A dupla tem ganhado cada vez mais espaço em veículos de comunicação, inclusive internacionais, à partir do seu principal lema: "Somos arte, rua, África e não damos a mínima pras suas etiquetas", conceito criado por elas e que difunde a moda urbana como forma de expressão e resistência, somada à criatividade, característica que elas transbordam. O principal estímulo das garotas, cuja mãe é brasileira e o pai nigeriano, começou dentro de casa e de maneira inusitada. "Quando mais novas, nossos pais não tinham dinheiro para comprar as coisas para a gente. Aprendemos a garimpar nossas roupas em brechós e transformá-las à partir das nossas ideias, ancestralidade e gostos", afirma Tasha Okereke. À partir daí, elas traçaram um projeto de vida e um modelo de negócio que tem como meta a emancipação e a valorização da cultura negra e periférica. Elas atuam como DJs, diretoras de arte, designers e palestrantes, mas as irmãs se denominam ativistas periféricas e recusam qualquer outro tipo de rótulo.

19h Maya

A cantora, compositora e modelo, Maya é nascida e criada no subúrbio ferroviário de Salvador. Uma artista versátil que consegue passear por todas as vertententes da música negra, unindo a musicalidade afro baiana a influências do, R&B e, até mesmo, ao Trap. A artista consegue transmitir com personalidade ímpar a sua arte trazendo sua individualidade numa cena tão extensa. Maya, apesar de ser nova na cena baiana, foi uma das revelações do Sofar Sounds em agosto de 2019, chamou atenção da imprensa. Artista revelação 2020, segundo o portal Papel Pop, possui discurso forte sobre suas vivências enquanto mulher preta contextualizado à uma poética urbana e diaspórica.

19h30 Pocket Show: Monna Brutal

Crescida nas ruas de SP Z/N, cria das batalhas, hoje com 24 anos de idade, Monna Brutal,conquista cada vez mais espaços com o decorrer do tempo. Envolvida desde muito cedono hip hop, a rapper se tornou uma referência na cena independente, em suas músicaslinhas carregadas de mensagem, flow único e muito rap, se destacando também pela facilidade com freestyles, herança que adquiriu nas batalhas em que participou.
Desde o lançamento do seu primeiro álbum “9/11” (2018), Monna vem conquistado a
cada dia um público cativo e fiel. Já realizou feats com Tássia Reis, Urias, Brisa Flow,
entre outres. Atualmente divulga o seu segundo álbum “2.0.2.1” (Lado A), lançado em janeiro deste ano, com produção de FR3ELEX & MONNA BRUTAL.

20h Amefricanifesto

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20h05 Minissérie: “Sonhar é poder, por todas as rotas”

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20h10 Manifesto Ascensão Negra, Latinidades 2021

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