Projetos

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Éditodos

O Instituto Afrolatinas faz parte de uma aliança de organizações que reúne vários atores do ecossistema de empreendedorismo negro no Brasil.

Atuamos coletivamente, a fim de apoiar as experiências de empreendedores e empresas que souberam transformar sua cultura em inovação para produtos e serviços voltados para o consumo da população negra e não negra.

A Coalizão Éditodos nasceu em 2017, fruto de diálogos iniciados no âmbito da Força Tarefa de Finanças Sociais liderada pelo Instituto de Cidadania Empresarial (ICE). Atualmente nossa coalizão é formada pelas organizações: AfroBusiness, Agência Solano Trindade e  Pretahub  (São Paulo); FA.VELA (BH); Instituto Afrolatinas (DF) e Vale do Dendê (Salvador).

Temos como propósito enfrentar o racismo estrutural e as disparidades de gênero para que possamos promover um empreendedorismo baseado na oportunidade. Nossas organizações têm em comum a promoção de atividades direcionadas ao empreendedorismo, inovação social e economia criativa junto a jovens e mulheres negras, moradores e atuantes nas periferias brasileiras.

Desejamos levar recursos para empreendedores (formais e informais) negros e negras e fazer o dinheiro circular entre eles. Para isso, reunimos nossas forças e potencialidades a fim de atrair e administrar recursos financeiros privado, público e de órgãos de fomento nacionais e internacionais que possam promover impactos positivos concretos e duradouros às nossas próprias organizações e aos públicos veiculados a elas.

Serviço
de Preta

As principais feiras e festivais de arte e cultura do mundo possuem espaços conhecidos como “Ambiente de Mercado”, onde são realizadas conferências, rodadas de negócios, pitchs, showcases e outras atividades, com o objetivo de fomentar a cadeia produtiva e gerar oportunidades para trabalhadores da cultura. Assim como no mercado de trabalho em geral, a cadeia produtiva das artes e da cultura reproduz desigualdades estruturais que negam oportunidades mínimas para agentes culturais e empreendedores negras e negros.

Apesar de todo o legado da cultura negra para humanidade, os espaços onde se discute o mercado da arte e da cultura, têm sido historicamente negados para pessoas negras. E não basta simplesmente estar lá, já que, não raramente, não dispomos das ferramentas necessárias para corresponder ao network e às dinâmicas lineares, eurocentradas e embranquecidas da indústria.

Temos acompanhado com otimismo os esforços de alguns dos maiores eventos do Brasil no sentido de buscar soluções para equidade de gênero e raça em suas programações. Ao mesmo tempo, decidimos, criar o nosso próprio ambiente de mercado.

Para a construção desse espaço nos inspiramos no legado de empreendedorismo decolonial, construído e manutencionado por mãos e mentes de mulheres negras da Irmandade da Boa Morte – na ativa há mais de duzentos anos. Já no século XIX a Irmandade da Boa Morte criou estratégias bem estruturadas de resistência e preservação da identidade cultural preta e comprou alforria de pessoas escravizadas com a venda de quitutes, contribuições e taxas de seus associados.

A partir da responsabilidade de dialogar com as origens afrocentradas do empreendedorismo brasileiro (que nasce da necessidade de sobrevivência, liberdade e reação à escravidão e à violência), nosso primeiro ambiente de mercado é um ambiente de preparação, com oferta de workshops, cursos, mentorias e ferramentas – um espaço de formação empreendedora especialmente criado para trabalhadoras negras da cultura.

Gente Que
Faz Bem

Em parceira com a Nestlé, nós, do Instituto Afrolatinas (DF), a Das.Pretas (ES) e o Bloco do Beco (SP) realizamos a campanha “Gente que faz Bem”, para divulgar empreendimentos e gerar renda para empreendedoras e empreendedores das nossas comunidades, como forma de contribuir com a redução de impactos durante a pandemia.

A ausência de políticas públicas efetivas na área da saúde, emprego, renda, moradia, educação e cultura coloca as organizações empresas com responsabilidade social em posição, mas do que nunca, de atuar de forma coletiva para construir uma rede de apoio às populações historicamente vulnerabilizadas. Queremos apoiar nossa comunidade a vencer a pandemia e toda crise por ela agravada, com solidariedade e dignidade. “É tempo de cuidar de si, do outro e do todo”.

Conheçam algumas e alguns afro-empreendedoras/es da rede Afrolatinas no Distrito Federal.

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